O mar, o mar, o mar.

O mar, o mar, o mar...
O mar de sempre e agora
As ondas vêm quebrar
Num som só de chiar
Que parece que chora.



O mar... Vejo-o e medito
Mas essa meditação...
Ë o mar infinito?
Não sei. O mar que fito
São as ondas que são.



Vem uma, e outra, e tem
O mesmo quebrar quedo
Que chia e estruge bem.
E vão-se todas sem
Que eu saiba o seu segredo.

Fernando Pessoa



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